O que o designer gráfico faz?
Se você não sabe ainda, acompanhe nesse elucidativo/divertido/caprichado vídeo:
O Designer Faz from Matheus Moura on Vimeo.
Descobrindo Calvin e Haroldo
Há até pouco tempo, quando eu frequentava o colégio (ok, não é tão pouco tempo assim), o contato que eu tinha com as tirinhas do Calvin e Haroldo (Calvin and Hobbes), assim como as do Hagar e da Mafalda, se resumiam ao meu livro didático de português. Achava engraçadinho, mas não ligava muito. Esses dias, comecei a seguir o twitter @FrasesDoCalvin por ver seus posts em diversos RTs e achar o conteúdo bom. E realmente é muito bom.
Calvin e Haroldo é uma série de histórias em quadrinhos publicada pela primeira vez em 1985 pelo cartunista americano Bill Watterson e durou até 1995. No Brasil, foi publicado pela primeira vez no jornal O Estado de S. Paulo. Entre outras coisas, por fazer críticas ao capitalismo, uma coisa interessante sobre essa série é que o autor não permite o uso dos personagens para merchandising, portanto nunca haverá produtos (legalizados) e séries de desenhos animados sobre o Calvin.

A leitura que eu faço sobre o que Watterson quis passar, que pode até parecer ingênua, é de que o cotidiano de Calvin representa o nosso mundo com os conflitos sociais e apresenta problemas tão inteligentemente óbvios que só uma criança poderia falar. É uma crítica à sociedade de consumo, à degradação ambiental, à guerra, ao pragmatismo, entre outras várias coisas. Pensando agora, dá até pra fazer uma analogia com o Pequeno Príncipe.
iPad + Velcro
Esse é o video geek/cult/macmaniaco do momento, pra quem não viu ainda:
iPad + Velcro from Jesse Rosten on Vimeo.
Interessante observar algo que eu pesquisei em 2006, com o professor Júlio Freitas, no Senac. A pervasividade das tecnologias informacionais em tudo. Nesse caso há a pervasividade, mas apenas com um dispositivo, o que está mais ligado ao conceito da mobilidade. Mas chegará o dia que esses devices estarão realmente presentes em tudo? Ou a tendência é a convergência em um só aparelho como propõe o vídeo, o que me parece mais pobre em termos de inovação, porém mais lucrativo (pra Apple, claro).
Violando
Esses dias eu comprei um violão novo, sabe como é, o meu era um Tonante de quase 10 anos de existência, queria um elétrico pra me sentir como o Johnny Cash ou o Bod Dylan e entre uma música e outra com a minha banda, pegar o violão e tocar uma música mais acústica. Fui contente a uma loja de música e adquirí um dito cujo. Isso me motivou a pesquisar mais sobre violão e eis que descobri que comprei um “errado”. Eu deveria ter comprado um violão folk e acabei comprando um clássico. Não que isso seja errado, mas ia de encontro às minhas intenções. De qualquer forma acabei pesquisando sobre violão clássico e fiquei feliz por ter errado.
Essa música se chama Greensleeves, e é a que estou tentando aprender. Conta a lenda, aparentemente mentirosa segundo a própria Wikipedia, que foi composta pelo Rei Henrique VIII. De qualquer forma ela é muito bonita e se eu conseguir aprender vai ser de grande satisfação da minha parte.
Falando em violão estou louco para ir no show de um dos caras que eu mais adimiro nesse aspecto, o Toquinho. Deixo essa dica pra vocês, peguei do site dele:
“Toquinho e Banda se apresentam no Sesc Pinheiros, dias 28 e 29/05 às 21h e dia 30/05 às 18h.
Mostrando os grandes sucessos de 44 anos de uma carreira bem sucedida, com 82 discos gravados e cerca de 7.000 shows pelo Brasil e Exterior.
No repertório: Aquarela, Samba da Benção, O Caderno, Sei Lá, Regra Três, Tarde em Itapuâ, entre outro tantos sucessos.”
Impressões sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias
Nesse fim/começo de ano, li O Guia do Mochileiro das Galáxias, do britânico Douglas Adams. Minha motivação para ler esse livro, além da recomendação de ser uma ótima leitura, foi a de me integrar melhor ao meu círculo social composto de programadores, designers e outras espécies de nerds que achavam um absurdo eu não conhecer o dito cujo.
O livro conta a história de um terráqueo que escapa da destruição da terra com a ajuda de seu amigo alienígena e juntos se aventuram pelo espaço, [Narrador da Sessão da Tarde mode: ON] aprontando confusões de outro mundo [Narrador da Sessão da Tarde mode: OFF]!

Como disse Bradley Trevor Greive no prefácio do livro, O Guia do Mochileiro se parece com uma montanha-russa, onde a história sobe e desce, muda de assunto, volta e não é difícil de esquecer sobre o que se estava falando. Aliado a essa falta de linearidade, está presente na obra um humor britânico característico, aparentemente sem sentido, mas recheado de críticas sociais e devaneios da cabeça doentia, ou genial, do autor. Falando em humor britânico sem sentido, descobri que Adams foi também responsável por contribuir com sketchs para a série televisiva Monty Python, o que explica muita coisa…
Novo orkut
Nesses últimos dias um dos assuntos mais comentados na internet (e sobre a internet), junto com a chegada do Google Wave, foi o upgrade da rede social mais querida dos brasileiros. Eis que recebi um convite para testar o novo orkut e deixo aqui minhas impressões.
Quando estamos acostumados com uma interface, qualquer mudança drástica causa um estranhamento e uma aversão, imagino que seja por uma preguiça natural que querer apreender de novo o que já estava simples na cabeça das pessoas. Com o orkut não foi diferente, ouvi várias reclamações a respeito, mas imagino que seja temporário.

Algumas funcionalidades principais podem ser notadas de início, que são: ausência do menu lateral, diminuição do menu superior, sugestão de amigos, visualização total dos amigos e comunidades e o grande e customizável espaço contendo a foto e o nome do usuário. Aos poucos nota-se a falta dos depoimentos, aplicativos, fãs e percebe-se que eles estão um pouco mais escondidos, no link “Mais”.
Dizem que a melhor função desse novo orkut é a opção “versão antiga” no topo. Na minha opinião não há tanta diferença entre as duas, mas sou a favor da mudança, pelo menos ela serve pra gerar um movimento na rede. Novas piadas, novos spams, novos e-mails com vírus, etc.
Impressões sobre UP – Altas Aventuras
No dia 12/09 fui ao recém inaugurado cinema do Shopping Paulista para assistir ao mais novo lançamento da Disney/Pixar, a animação UP, Altas Aventuras. Após enfrentar um problema com o estacionamento do shopping (dica: não vão de carro até lá), cheguei à sala onde seria exibida a sessão.
Como de costume da Pixar, antes do filme começar foi exibida uma animação que já havia circulado pela internet há um tempo chamada Partly Cloud, bem feita, divertida e de muito bom gosto.
Sobre o UP né? Ok, vamos lá. O filme retrata a vida do Sr. Carl Fredricksen, um velhinho que, após perder sua esposa e ser obrigado a deixar sua casa, decide realizar o sonho de sua mulher e partir para uma viagem até a América do Sul, junto com sua casa presa a inúmeros balões. Inesperadamente Russell, um garoto que se denomina “explorador da natureza”, embarca com Carl nessa aventura.
A estrutura narrativa não se diferencia muito dos outros filmes populares, é composta por uma introdução, um desenvolvimento, um climáx, uma transformação de pensamento dos personagens e, por fim, a solução dos problemas trazendo uma nova vida melhor que a anterior.
A parte gráfica da animação é excelente (e desde Toy Story está sempre evoluindo) e apesar da qualidade de luzes, textura e movimentos, não tenta se parecer com a realidade, o que confere um tom mais caricato e divertido ao filme.

O filme não subestima a inteligência do espectador, que foi um ponto que me chamou a atenção. Na introdução, ele mostra a vida inteira do personagem principal em poucas cenas muito bem criadas, o que considerei bastante sutil e apropriado. As cenas obviamente impossíveis, como a de Carl carregando sua casa, deixam claro que se trata de uma ficção e que o filme deve ser visto como tal. Pelo que me parece UP, assim como Wall-E, busca atingir não só as crianças, mas também os adultos que se interessam por animações.
Com a minha recomendação, deixo vocês com o trailler do filme:
Mídia Social
Interessante video que sintetiza o significado de midias sociais:
Notaram a quantidade desses videos com cara de “feitos a mão” que existem agora? O que eu geralmente mais gosto neles é a narração.
Dica de Rafael Soares
O Twitter e o comportamento
O Twitter é uma ferramenta que está ganhando espaço entre os internautas do Brasil e, com o grande número de acessos, podemos observar padrões de comportamento oriundos da interação dos usuários com o sistema. Esse post procura pontuar alguns desses comportamentos, sem o interesse de criticar, vejo isso como um interessante processo de interação que a ferramenta permite.
1. Protestos de sofá
Dois exemplos que eu recordo bem são as campanhas de apoio a democracia no Irã e a do afastamento do presidente do senado José Sarney de seu cargo. Minha opinião é de que isso acontece muito mais por moda do que por real interesse em mudar a situação, até porque nenhuma das duas ações muda nada.
2. Invasão de celebridades
Não sem quem disse a frase “O orkut foi destruído pelos anônimos e o Twitter está sendo destruído pelas celebridades” mas ela resume o que acontece no twitter hoje. Famosos e sub-famosos expõe suas vidas pela ferramenta e emitem opiniões mais abertamente. Por terem fama, acabam conseguindo mais seguidores, influenciando um maior número de pessoas com assuntos de gosto duvidoso e tornando algo feito para ser aberto, em restrito e chato. Um exemplo disso são os piratas do Twitter, um conjunto de “famosos” que se uniram com a intenção de revolucionar a comunicação, a campanha #forasarney teve o apoio do grupo que, muito mais do que tirar o político do cargo, buscava ter a tag incuída nos TrendTopics do Twitter.

3. Rapidez de propagação
Quando o Michael Jackson morreu, o Twitter foi bombardeado de informações sobre o ocorrido, o sistema chegou até a cair por alguns instantes. Em pouco tempo, os usuários já estavam twitando tudo o que havia relacionado ao assunto, como videos, tributos, eventos, curiosidades etc. Isso me levou a concluir que o Twitter é uma ferramenta muito voltada ao presente, aos momentos, e pouco à individualidade de cada um. Como se fosse um grande jornal onde o mesmo assunto é escrito por pessoas diferentes e de formas diferentes.
4. Propaganda
Algumas empresas fazem propaganda direta para os seguidores, postando promoções e produtos, como o Extra, outras procuram fortalecer a marca atualizando com assuntos de interesse do usuário e não ligados diretamente aos produtos, como a NetMovies. De uma forma ou de outra, o Twitter também está sendo visto como mídia de propaganda e todas as empresas e agências estão querendo se aproveitar disso.

5. Moralismo
Uma coisa que eu percebi que sempre segue o mesmo comportamento é quando acontece alguma tragédia. Primeiro se noticia o fato, depois fazem piadas, criticam quem faz as piadas e criticam quem critica as piadas. Foi assim no sumiço do padre, no acidente da AirFrance, na morte do Michael Jackson e acredito que continuará sendo para as próximas eventualidades.
6. Fakes
Assim como no orkut, no Twitter também há aquelas pessoas que se fazem passar por famosos, objetos e entidades. Alguns são muito criativos e engraçados, como é o caso do Vitor Fasano e O Criador.

Esses são os pontos mais importantes que eu observei, fique a vontade para colocar suas opiniões nos comentários. Não deixe de me seguir. Se achar interessante, siga também o Diz Estudo, um perfil que eu criei para mostrar para onde vai o dinheiro das pesquisas.
Instantes de Amor e Ódio
Há pouco tempo a agência DM9DDB lançou uma campanha com QR Code que achei desagradável e desnecessária, apesar de ser uma idéia inovadora. Para a minha surpresa, esses dias foi lançada uma outra, pela mesma agência e com o mesmo fundamento tecnológico, porém de muito bom gosto e criatividade.
Trata-se do livro “Instantes de Amor e Ódio, produzido em conjunto com o C.A.O.S. (Coletivo do Amor e Ódio em Segundos) para promover a Editora Online. A proposta é de que seja um livro atualizavel e colaborativo. Como assim? Suas 200 páginas são compostas apenas de QR Codes que direcionam para mensagens de amor e ódio. Essas mensagens são atualizadas a cada 7 dias, portanto o portador “ganha” um livro por semana. Além disso, essas mensagens são criadas por pessoas que seguem o coletivo pelo twitter e “tagueiam” os posts com as palavras “amor” ou “ódio”.

Para essa campanha foi criado um site e um vídeo explicando o funcionamento do livro. O que eu achei legal é que essa campanha integrou a mobilidade, a pervasividade tecnológica e a colaboratividade. Posso estar errado, mas creio que esse seja um bom exemplo da criação de uma inteligência coletiva adaptada a um método estático de informação.
Por outro lado, o processo é trabalhoso e a idéia poderia ser resolvida apenas pelas interfaces digitais, como o celular. Alémdisso questiono a efemeridade desse livro. Até quando as pessoas vão produzir as informações necessárias para a constante atualização das páginas? Até quando o twitter vai “reinar” no ciberespaço? Até que ponto as tecnologias de comunicação e mobilidade vão evoluir a ponto de tornar os QR Codes obsoletos?
Dica de Altair Pereira

